
A figura acima representa:
a) O Labirinto vintage do Pac-Man
b) Festa Rave dos Bits
c) Um símbolo dumal
d) Máscara Inca remasterizada (sei lá de onde tirei isso G_G)
e) Doideira Japa mutchu lôka
Não sabe? Enfim, o Japa que inventou isso deveria estar sob o efeito de fortes entorpecentes. (logo, alternativa E)
Em 1999, nascia no Japão uma inovação nos códigos de barra: o QR-Code. Vulgo Quick Response Code, ele foi inicialmente utilizado no gerenciamento de inventário de grandes indústrias. Hojé já é possível armazenar nessa figurinha bizarra SMS, E-mail, números de telefone, informações de contato (tipo um e-card) e até informações de localização.
Mas comofas pra ler esse negócio? Simples meu caro Watson… Basta um celular com uma câmera VGA e um software de reconhecimento. É assim: você instala o software no seu smartphone / tablet / PC, aponta a câmera do dito cujo pro desenho, o software escaneia a imagem, e por uma força mística, cósmica, epifânica (que provavelmente envolve o número 42), essa imagem toda esgabaiada se transforma em: dados! Simples assim.
O mais interessante é que quando o QR-Code foi inventado, todo mundo olhou pra ele e falou: tá, mas pra quê serve isso exatamente? (tipo o iPad #trollface). Hoje como ele é usado com foco principalmente no mundo mobile, antigamente ficava difícil. Smartphones não existiam em todo o canto, a Internet era um adolescente cheio de espinhas (rebelde, temperamental e caro de se manter) para os desktops quem dirá no mundo mobile. Celulares comuns já eram um luxo, imagine com câmera. Pode até ter funcionado no Japão, já que lá celular é vendido a baciadas, mas só de uns tempos pra cá que emplacou no ocidente.
Além do citado anteriormente, hoje o QR-Code é usado para troca rápida de dados, armazenar links (você que tem um celular, sabe o saco que é ficar digitando uma URL naquele tecladinho. Imagine se ele não é QWERTY), campanhas publicitárias, em cartões de visita (você pode colocar suas informações como e-card
) e também como Arte.
O site www.sensitiverose.com.br idealizado pela mineira Martha Gabriel, traz uma Rosa dos Ventos formada pelos desejos das pessoas codificados em QR-codes. “Uma rosa dos ventos interativa formada por mobile tags que mapeiam os desejos das pessoas” e cuja intenção é “‘navegar’ nos desejos das pessoas, de forma velada, por meio de uma poética codificada de tags que, a olho nu, não pode ser decifrada.” diz Martha em entrevista ao site LUPA. Você faz um pedido e ele vai para a florzinha de QR-Codes
. Não preciso dizer que você precisa de um leitor pra poder ver o conteúdo do site né? :B.
Mas onde eu acho esses programas? Aí vai uma lista de softwares usados e aprovados por Mr. Spinner (muí, eu falo muí porque eu falo línguas)
Para Android
O Barcode Scanner é um programinha leve que funciona na maioria dos Androids (testei do 1.5 até o 2.3 e foi tranquilo) e lê outros tipos de códigos de barra.
Para iPhone
O I-nigma é um dos readers mais usados. Eu não tenho iPhone, mas este software é muito bem falado e tem versões para outras plataformas também, como o BlackBerry.
Para outros celulares, dê uma olhadinha nesta lista, que tem muitos modelos compatíveis. Para esta lista o software é o Kaywa Reader, disponível também para Windows Phone e Symbian.
Eu tinha uma versão para PC, mas o projeto aparentemente foi descontinuado e o site caiu no limbo do Google, então deixa quieto
.
E se eu quiser gerar um QR-Code ao invés de ler um? Seus problemas se acabaram-se! Tem esse site e esse outro site que geram QR-Codes nos formatos mais usados
.
Agora você pode perder várias horas da sua vida ficar brincandeo com seu celular, mandar um desejo para a Sensitive Rose ou pedir alguém em namoro (comigo funcionou pelo menos
)
Um bit abraço a todos!
André @mrspinner
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